Crianças do DF vão representar Brasil em campeonato mundial de xadrez




Competição ocorrerá em agosto com enxadristas de vários países. Brasilienses compõem delegação que representará Brasil na competição.Três crianças do Distrito Federal vão compor o time que vai representar o Brasil no Torneio Mundial de Xadrez que acontece em agosto, em Poços de Caldas, em Minas Gerais. Eles vão competir com crianças do mundo inteiro nas categorias sub 8, sub 10 e sub 12. A equipe brasileira é composta também por integrantes de Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.

Ao todo, competem doze jogadores – um em cada uma das três categorias masculinas e femininas. Os brasilienses que estão no time são Arthur Aguiar, que tem 10 anos e compete na sub 12, Leticia Figueira Loricchio, de 8 anos, que compete na sub 8, e Luigy Siqueira, que tem 9 anos e está na sub 10.

Os campeões brasileiros são os representantes oficiais do país na competição e garantiram a vaga no mundial, em abril deste ano, por meio do campeonato nacional, como é o caso de Luigy, que ficou em primeiro lugar, e Letícia, terceira colocada em sua categoria. Arthur conquistou a vaga quando foi campeão da seletiva realizada pela Confederação Brasileira de Xadrez (CBX), em junho, em Natal, no Rio Grande do Norte.

Apesar da pouca idade, ambos têm dezenas de premiações. Os campeonatos conquistados pelos pequenos são tantos que os pais nem conseguem quantificar o número de medalhas e troféus que eles já ganharam. Os inúmeros títulos são fruto de muito treino e estudo.

Artista plástico e treinador de xadrez há 20 anos, Adriano Valle também compete no esporte há 30 anos. Ele é dono da academia que os pequenos competidores usam para treinar.

“Eu tenho uma coisa de sentir a característica individual de cada criança. E o xadrez é assim: tem que gostar, participar de torneios, estudar e treinar em casa. Não basta só o que aprende nas aulas. A minha batalha é disciplinar o estudo. Empresto livro, indico aplicativos. Porque hoje tem que unir a tradicional à tecnologia. O xadrez se adaptou muito bem à tecnologia”, conta Valle.

“Meu papel é de motivar, abrir caminhos, passar atalhos. Mas eu sempre deixo o mérito mesmo para os alunos”.

As aulas na academia variam a cada jogador. Os treinamentos podem ser em grupo ou individuais. O professor também leciona pela internet, por meio de uma plataforma própria e com vídeo aulas. Segundo o treinador, qualquer pessoa pode praticar o esporte.

“É muito democrático. Eu dou aula para o meu pai que tem 86 anos. Dou aula para deficiente visual também. Não tem barreiras, todo mundo pode jogar. Qualquer idade, qualquer condição social também”.

Os custos das viagens para competições em outros estados são bancados, na maioria das vezes, pelos próprios pais, que buscam apoio para garantir a participação nas competições.

“Venho fazendo uma série de ações entre amigos e familiares para levantar fundos que me permitam pagar todo o custo do acompanhante e técnico”, diz Lina Aguiar, mãe de um dos jogadores.

O presidente da Federação Brasiliense de Xadrex (FBX), Raimundo Félix, explica que a entidade dá suporte aos competidores e aos pais.

“Uma das principais tarefas da FBX é organizar competições oficias no âmbito distrital. Além disso, a gente apoia esse projeto de formação, orientado os pais, buscando patrocínios para a criançada. Se não fosse o esforço excessivo dos pais, a gente sequer conseguiria manda-los para o mundial”.


Arthur Aguiar começou a jogar xadrez aos 5 anos na escola e participa de competições desde os 6, quando veio o primeiro troféu. De lá para cá, vários campeonatos regionais e locais, inclusive competindo com adultos. A rotina de treinos é intensa. Ele se prepara ansioso para a competição treinando todos os dias da semana.

“A meta é treinar bastante e tentar o melhor resultado.”

“Ele tem aulas presenciais aqui na Academia Valle por semana. Treina com o mestre online também duas horas, no mínimo [por dia]. E estuda em livros diariamente duas horas ou mais”, explica Lina Aguiar.

"[O esporte] melhora muito na escola. Ajuda na concentração. Ele tem um excelente rendimento na escola. Hoje vinha me dizendo como acha matemática fácil, pois está acostumado aos cálculos avançados do xadrez", continua .

Letícia Figueira Loricchio coleciona os troféus e medalhas conquistadas ao longo de três anos de competição. “Eu aprendi com 5 anos. Quando eu entrei na escola é que eu soube o xadrez. Eu nem conhecia”, lembra.
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